sexta-feira, 16 de março de 2012

A Imagem na Luz Visível da Nebulosa da Carina Através da WFC3


(Spacetelescope.org / Cienctec) Composta de gás e poeira, os pilares mostrados acima residem no tempestuoso berçário estelar da Nebulosa da Carina, localizado a 7500 anos-luz de distância da Terra na constelação do sul da Carina.

Feita na luz visível, à imagem mostra a ponta de um pilar de três anos-luz de comprimento banhada no brilho da luz proveniente de estrelas quentes e massivas que estão fora da imagem na parte superior do quadro. A radiação escaldante e os rápidos ventos (correntes de partículas carregadas) dessas estrelas estão esculpindo o pilar e fazendo com que novas estrelas se formem dentro dele. Correntes de gás e poeira podem ser vistas fluindo para fora no topo da estrutura.

A Wide Field Camera 3 do Hubble observou a Nebulosa da Carina entre os dias 24-30 de Julho de 2009. A WFC3 foi instalada no Hubble em Maio de 2009 durante a missão de serviço 4. A imagem composta acima foi feita a partir de três filtros que isolaram as emissões de ferro, magnésio, oxigênio, hidrogênio e enxofre.

Essas observações do Hubble feitas da Nebulosa da Carina são parte do Hubble Servicing Mission 4 Early Observations.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Telescópio da Nasa mostra expansão de nuvem de poeira estelar

Nuvem viaja a 18 mil quilômetros por segundo. Imagem foi feita em infravermelho pelo telescópio espacial Wise.



(Reuters/G1) A imagem feita pelo telescópio espacial Wise, da Nasa, em infravermelho, mostra uma nuvem de poeira estelar em expansão após a explosão de uma supernova. A nuvem viaja a uma velocidade de 18 mil quilômetros por segundo. Quando a imagem foi registrada, a nuvem já estava a 21 anos-luz do ponto onde ela se originou, e a luz da explosão já tinha percorrido mais de 300 anos-luz. O laranja representa poeira que foi aquecida pela luz, longe da nuvem principal, em verde. Os pontos em azul são estrelas. (Foto: Reuters/Nasa/JPL-Caltech/UCLA/Divulgação)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Nebulosa abriga volume surpreendente de estrelas em formação


(Folha) A nebulosa Tarântula é uma fábrica de estrelas jovens. Em sua foto mais recente, divulgada no site da Nasa (agência espacial americana) desta quinta-feira, ela aparece com uma quantidade surpreendente de estrelas.

Os pontos azuis são todas estrelas de grande massa que estão se formando. As cores verdes vêm do oxigênio e o vermelho, do hidrogênio.

Algumas estrelas possuem massa que são cem vezes superior ao do Sol.

Elas puderam ser fotografadas com essa exatidão pela câmera do telescópio espacial Hubble. A proximidade da nebulosa com a Terra colaborou para o registro de 2009.
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terça-feira, 6 de março de 2012

Causa de explosão estelar é desvendada


(Science Daily / Hypescience) A origem de um importante tipo de explosão estelar – a supernova Ia – foi descoberta, por um equipe da Universidade de Pittsburgh. O estudo desse tipo de supernova ajuda os pesquisadores a quantificar dados sobre as galáxias e outras descobertas astronômicas.
O investigador líder do estudo, Carlos Badenes, detalhou as formas com que imagens multicoloridas foram usadas para determinar que tipos de estrelas produzem o tipo Ia de supernovas.

“Nós sabíamos que duas estrelas precisam estar envolvidas nesse tipo de explosão, e que uma precisava ser uma anã branca”, afirma Dan Maoz, coautor do estudo. “Mas existiam duas possibilidades para a identidade da outra estrela, e é isso que nós procurávamos”.

De acordo com Badenes, a segunda poderia se uma “estrela normal”, como o sol, ou outra anã branca, que é menor, porém mais densa e composta de matéria de elétrons degenerados. A equipe suspeitava que a segunda opção, com duas anãs brancas no mesmo sistema solar, orbitando uma à outra a mais de 750 mil quilômetros por hora, seria a hipótese mais plausível. Conforme elas ficassem mais rápidas e fossem chegado mais perto, um dia iriam se fundir.

“Existiam razões óbvias para suspeitar que a supernova Ia viria de uma dupla de estrelas anãs”, afirma Maoz. “Mas nossa maior questão era se existiam anãs brancas o suficiente para produzir o número de supernovas que vemos”.

Como as anãs brancas são extremamente pequenas e fracas, não existe esperança de avistá-las em galáxias distantes. Por isso, Badenes e Maoz se viraram para o único local onde poderiam ver isso: a parte da Via Láctea a cerca de mil anos-luz do sol.

Apesar do processo de arquivamento de dados ser desafiador, a equipe conseguiu compilar uma lista com mais de quatro mil anãs brancas em apenas um ano.

“Nós encontramos 15 duplas de estrelas anãs brancas na vizinhança local, e então usamos simulações de computador para calcular a média com que elas se fundiam”, afirma Badenes. “Nós então comparamos o número de duplas se fundindo aqui com o número de supernovas Ia avistadas em galáxias distantes que lembram a Via Láctea”.

O resultado foi que, em média, uma fusão de anãs brancas acontece na Via Láctea a cada século.
“O número é incrivelmente próximo da média de supernovas tipo Ia que observamos em galáxias parecidas com a nossa”, afirma Badenes. “Isso sugere que as estrelas anãs são uma explicação plausível para esse tipo de supernova”.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Sim, as estrelas piscam. Que mudem as teorias




Região de formação de estrelas

(Inovação Tecnológica) Uma equipe de astrônomos detectou, através dos telescópios espaciais Herschel, da ESA e Spitzer da NASA, mudanças surpreendentemente rápidas no brilho de estrelas embrionárias dentro da bem-conhecida Nebulosa de Órion.

As imagens obtidas pelo detector de infravermelho do Herschel, e por dois instrumentos do Spitzer, trabalhando em comprimentos de onda mais curtos, mostram uma imagem mais detalhada das estrelas em formação no coração deste que se tem como um dos objetos mais estudados pelos astrônomos.

A 1.350 anos-luz da Terra, esta é uma das poucas nebulosas visíveis a olho nu.

Ela contém a região de formação de grandes estrelas mais próxima da Terra, com uma luz ultravioleta intensa proveniente das estrelas jovens e quentes que transformam gases e poeira em uma zona brilhante.

Nascimento de uma estrela
O que agora se descobriu é que, dentro dessa poeira - oculta aos comprimentos de onda visíveis - há uma série de estrelas ainda mais jovens, na primeira fase da sua evolução.

A nova combinação de imagens de infravermelho longo e médio penetrou através da poeira obscura e revelou essas estrelas embrionárias.

Uma estrela se forma, acreditam os astrônomos, quando uma densa nuvem de gás e poeira se funde e colapsa sob a sua própria gravidade, criando uma proto-estrela quente central, rodeada por um disco em espiral e envolvida por um halo maior.

Grande parte desse material vai-se juntando em um redemoinho ao longo de centenas de milhares de anos, antes de ser acionada a fusão nuclear no coração da estrela, e esta se tornar uma estrela de pleno direito.

Alguns dos gases e da poeira remanescentes no disco podem passar a formar um sistema planetário - como se acredita ter acontecido com o nosso Sistema Solar.

Estrelas que piscam
Uma equipe de astrônomos liderados por Nicolas Billot, do Instituto de Radioastronomia Milimétrica, na Espanha, usou o telescópio Herschel para "fotografar" a Nebulosa de Órion uma vez por semana, durante seis semanas, no inverno e primavera do ano passado.

A câmara fotodetectora e o espectrômetro PACS do Herchel detectaram poeiras de partículas frias rodeando as proto-estrelas mais jovens em comprimentos de onda de infravermelho longo.

Estas observações foram combinadas com imagens de arquivo do Spitzer, obtidas em comprimentos de onda na zona dos infravermelhos curtos e médios, que mostram objetos mais velhos e quentes.

Os astrônomos ficaram surpresos ao ver que o brilho das estrelas jovens varia em mais de 20% em poucas semanas - deve-se levar em conta que o processo de acreção deveria levar anos ou mesmo séculos.

Em busca de novas teorias
Em certo sentido, o que os astrônomos descobriram é que sim, as estrelas piscam, e muito - então, que mudem as teorias.

Eles terão agora que encontrar uma explicação para este novo fenômeno, ainda não contemplado nos modelos de formação de estrelas atuais.

Uma possibilidade é que os filamentos de gás irregulares estejam afunilando do disco externo para as regiões centrais perto da estrela, aquecendo temporariamente o disco interior e fazendo-o brilhar.

Outro cenário possível é o material frio estar-se acumulando na borda interna e criando sombras no disco externo, fazendo com que este escureça temporariamente.

Em qualquer dos casos, está claro agora que a gestação de estrelas bebês é tudo, menos um processo suave e uniforme.

"Mais uma vez, as observações do Herschel nos surpreenderam e nos deram pistas interessantes sobre o que acontece durante as fases mais precoces da formação de estrelas e dos planetas," comentou Göran Pilbratt, do projeto Herschel da ESA.
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sexta-feira, 2 de março de 2012

Telescópio Spitzer Encontra Jatos Escondidos


(NASA/Cienctec) O Telescópio Spitzer da NASA fez essa imagem de uma estrela bebê expelindo dois jatos idênticos (as linhas verdes emanando da estrela difusa). O jato na direita já havia sido visto antes em imagens feitas com a luz visível, mas o jato à esquerda, gêmeo idêntico do primeiro jato, só poderia ser visto em detalhe com os detectores infravermelhos do Spitzer. O jato da esquerda estava escondido atrás de uma nuvem escura, a qual o Spitzer pode ver através.

Os jatos gêmeos, no sistema chamado de Herbig-Haro 34, são feitos de nós idênticos de gás e poeira, ejetados um após o outro de áreas ao redor da estrela. Estudando o espaçamento desses nós, e conhecendo a velocidade com a qual os jatos são expelidos de estudos anteriores, os astrônomos são capazes de determinar que o jato da direita esteja ejetando material, 4.5 anos depois do contra jato.

Os novos dados também revelam que a área de onde os jatos se originam está contida dentro de uma esfera ao redor da estrela com um raio de 3 unidades astronômicas. Uma unidade astronômica é a distância entre o Sol e a Terra. Estudos anteriores estimaram que o tamanho máximo da zona que está gerando os jatos era 10 vezes maior.

O material é composto de gás e poeira. Ondas de choque em forma de arco podem ser vistas no final dos jatos gêmeos. As ondas de choque consistem de material comprimido localizado na frente dos jatos.

Os jatos do Herbig-Haro 34 estão localizados a aproximadamente 1400 anos-luz de distância na direção da constelação de Orion.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Eu quero tirar a primeira foto de um buraco negro

Este é o logotipo do Telescópio Horizonte de Eventos, ilustrando artisticamente aquilo que os astrônomos esperam obter experimentalmente.[Imagem: Event Horizon Telescope]


Telescópio Horizonte de Eventos
(New Scientist / Inovação Tecnológica) Uma imagem de um buraco negro poderia testar a Teoria da Relatividade Geral.

Mais importante ainda, afirma o astrônomo Dan Marrone, uma imagem poderia provar que os buracos negros realmente existem.

Um buraco negro, por definição, é absolutamente preto. Então, como é que se pode tirar uma foto de um?

Supondo que eles realmente existam, e que as teorias estejam corretas, se você olhar diretamente para um buraco negro ele deverá parecer mesmo bastante escuro, já que pouquíssima radiação escapa dele.

Mas exatamente em torno da borda será possível ver um anel brilhante, devido aos fótons que por pouco não caem no buraco negro e surfam pela sua borda uma ou duas vezes.

Esta luz é o que Marrone e um time internacional de astrônomos acreditam que será detectado pelo Telescópio Horizonte de Eventos (EHT: Event Horizon Telescope).

Horizonte de eventos é a fronteira final do buraco negro, além da qual nada mais escapa, nem mesmo os fótons surfistas, e tudo o que resta, do ponto de vista de um telescópio terrestre, é a escuridão.

Aqui Marrone fala sobre o projeto.

O EHT é chamado de "telescópio da Terra inteira". Como ele funciona?


Em radioastronomia, para obter uma resolução maior do que você consegue com um único telescópio, você grava sinais de telescópios ao redor do mundo e os reúne com um computador especial.

É como se você tivesse um único telescópio quase do tamanho da Terra.

Quais os buracos negros serão observados?

O Sagitário A* [pronuncia-se A-estrela] que é o buraco negro supermaciço no centro da nossa galáxia, e o buraco negro no centro da M87, a maior galáxia do aglomerado de galáxias de Virgem.

Com um telescópio do tamanho da Terra, e nas frequências que estamos observando, nós poderemos distinguir apenas buracos negros deste tamanho.


Simulação do gás rodopiando antes de cair no buraco negro. [Imagem: Science/AAAS]


Todas as imagens de buracos negros até agora são impressões artísticas. Será que a coisa real corresponde às expectativas?

A questão de criar uma imagem a partir do que medirmos é um assunto delicado.

Nós provavelmente iremos representá-lo como uma imagem de cor falsa, usando cores para representar os níveis de brilho da luz.

Essa imagem não será tão bonita quanto uma impressão artística.

As galáxias borram a luz entre nós e o buraco negro, por isso há uma série de características que possivelmente não conseguiremos ver.

Mas qualquer imagem que tenhamos não poderá decepcionar - nós estaremos olhando para algo que ninguém jamais viu antes.

E sobre a captura de uma imagem em movimento, algo como "Buraco Negro, o filme"?

Poderemos fazer isso se houver algo em órbita do buraco negro, como esperamos que haverá.

Se houver gás orbitando, prestes a cair no buraco negro, essa queda levará algo entre 4 e 27 minutos, dependendo da velocidade de rotação do buraco negro.

Se olharmos por vários dias e vermos as mudanças na estrutura, nós poderemos representar isto como um filme também.


Reunindo mais de 10 radiotelescópios ao redor do mundo, o telescópio virtual Horizonte de Eventos terá praticamente o tamanho da Terra. [Imagem: Science/AAAS]


O que você está esperando aprender com esta imagem?

Meramente ser capaz de tirar uma foto de um buraco negro, e mostrar essa sombra que esperamos estar lá, porque a luz não está escapando, será importante.

Além disso, temos muito a aprender sobre a estrutura do buraco negro da nossa galáxia, e o que acontece com um buraco negro quando ele está sendo privado de material, como o Sagitário A* parece estar.

Nós também esperamos ser capazes de testar a Relatividade Geral, que nos diz que o anel de luz ao redor da borda do buraco negro precisa ser perfeitamente circular.

Se a Relatividade Geral falhar neste regime de campo muito forte, onde a gravidade está nos seus limites, então este anel de luz não será perfeitamente circular.