
(Cassio Leandro Dal Ri Barbosa) Estrelas de alta massa têm dupla personalidade, passam de mocinhas a vilãs em um intervalo de tempo bem curto, apenas alguns milhões de anos. Logo que elas se formam, estrelas com mais de dez vezes a massa do nosso Sol emitem radiação e ventos tão intensos que são capazes de comprimir o gás frio nas suas cercanias. Essa compressão de fora para dentro promove a formação de uma nova geração de estrelas. Mas, basta que se passem poucos milhões de anos para que as estrelas de alta massa virem a casaca e se tornem as vilãs dessa história. A mesma radiação e ventos intensos aumentam a turbulência da nuvem e interrompem a formação de mais estrelas. Mais ainda, a radiação ultravioleta promove a erosão do disco de acreção das estrelas que conseguiram se formar. Em outras palavras, a estrela se forma, mas ela não cresce muito.
Esse processo é bem conhecido, e apesar de ser difícil de quantificá-lo, várias regiões de formação de estrelas mostram isso acontecendo. Uma delas é essa imagem composta do telescópio espacial Spitzer, que observa no infravermelho, e do telescópio Chandra, que observa em raios X. Essa região é chamada de Cefeu B e está a 2.400 anos-luz. A mancha avermelhada na parte de baixo é a nuvem molecular que dá origem às estrelas. A vilã/mocinha da história está fora dessa nuvem indicada na figura como a estrela HD 217086.
Esta combinação de imagens de dois telescópios espaciais mostra três “ondas” de formação de estrelas. Os pontos violetas são, em sua maiora, estrelas com discos de acreção, ainda em processo de agregar matéria, ou seja ainda em fase de crescimento. A onda mais externa (outer layer na imagem), produziu estrelas que já têm aproximadamente 3-5 milhões de anos. Nessa região, apenas 30% das estrelas têm disco; é com base nessa porcentagem que as idades são estimadas. A segunda “onda” (intermediate layer) tem entre 2 e 3 milhões de anos. Nessa região aproximadamente 60% das estrelas têm disco. A terceira “onda” (inner layer) ocorre dentro da nuvem molecular. Nesse ponto, as estrelas têm apenas 1 milhão de anos e a grande maioria (70%) ainda tem discos.
As imagens revelam três gerações de estrelas se formando. É possível imaginar a onda se propagando a partir de HD 217086. A novidade disso tudo vem da quantidade de estrelas que têm disco: é bem maior que o esperado. Isso significa que as estrelas de alta massa ajudam a formar muito mais estrelas do que se pensava anteriormente, para logo depois esterilizar a nuvem.
Esse processo é bem conhecido, e apesar de ser difícil de quantificá-lo, várias regiões de formação de estrelas mostram isso acontecendo. Uma delas é essa imagem composta do telescópio espacial Spitzer, que observa no infravermelho, e do telescópio Chandra, que observa em raios X. Essa região é chamada de Cefeu B e está a 2.400 anos-luz. A mancha avermelhada na parte de baixo é a nuvem molecular que dá origem às estrelas. A vilã/mocinha da história está fora dessa nuvem indicada na figura como a estrela HD 217086.
Esta combinação de imagens de dois telescópios espaciais mostra três “ondas” de formação de estrelas. Os pontos violetas são, em sua maiora, estrelas com discos de acreção, ainda em processo de agregar matéria, ou seja ainda em fase de crescimento. A onda mais externa (outer layer na imagem), produziu estrelas que já têm aproximadamente 3-5 milhões de anos. Nessa região, apenas 30% das estrelas têm disco; é com base nessa porcentagem que as idades são estimadas. A segunda “onda” (intermediate layer) tem entre 2 e 3 milhões de anos. Nessa região aproximadamente 60% das estrelas têm disco. A terceira “onda” (inner layer) ocorre dentro da nuvem molecular. Nesse ponto, as estrelas têm apenas 1 milhão de anos e a grande maioria (70%) ainda tem discos.
As imagens revelam três gerações de estrelas se formando. É possível imaginar a onda se propagando a partir de HD 217086. A novidade disso tudo vem da quantidade de estrelas que têm disco: é bem maior que o esperado. Isso significa que as estrelas de alta massa ajudam a formar muito mais estrelas do que se pensava anteriormente, para logo depois esterilizar a nuvem.
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